Saúde mental na era digital: quais são os riscos de viver hiperconectado?

O Sindicato dos Psicólogos de Minas Gerais (PSIND-MG) salienta que a saúde mental na era digital tornou-se um tema cada vez mais relevante diante do uso intenso de tecnologias e redes sociais.

O excesso de tempo em frente às telas, a comparação constante com padrões irreais de vida e a sobrecarga de informações podem contribuir para o aumento de ansiedade, depressão e sensação de esgotamento. Além disso, fenômenos como o medo de estar perdendo algo (FOMO) e a exposição a conteúdos negativos ou situações de cyberbullying afetam diretamente o bem-estar emocional, especialmente entre jovens e trabalhadores que lidam diariamente com ambientes digitais.

Um outro fator preocupante é o impacto do uso excessivo de dispositivos eletrônicos na qualidade do sono e na produtividade. Estudos recentes apontaram que a utilização de celulares e computadores, principalmente antes de dormir, interfere no descanso adequado e pode intensificar sintomas de estresse e cansaço mental.

Entre crianças e adolescentes, o uso precoce e excessivo de telas — muitas vezes chamado de “chupeta digital” — também pode comprometer o desenvolvimento emocional, a capacidade de concentração e a tolerância à frustração.

Estabelecer limites para o tempo de tela, desativar notificações desnecessárias, reservar momentos para atividades offline e fortalecer relações presenciais são estratégias importantes para preservar a saúde mental.

O PSINDMG reforça a importância do letramento digital e do uso consciente das tecnologias, estimulando práticas que promovam bem-estar, qualidade de vida e relações mais saudáveis no ambiente digital e no cotidiano.

Fonte:Com informações do Instituto Cactus de Psicologia


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