PSIND-MG reforça a luta por Política Antimanicomial em reunião do Conselho estadual de Saúde

O Sindicato dos Psicólogos de Minas Gerais (PSINDMG) esteve presente no dia 24/2/2026, da 120ª Reunião Extraordinária do Conselho Estadual de Saúde de Minas Gerais (CES/MG), que teve como pauta central a implementação da Resolução Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nº 487/2023. A normativa institui a Política Antimanicomial do Poder Judiciário e reafirma o compromisso com a Reforma Psiquiátrica Brasileira, os direitos humanos e o cuidado em liberdade.

Estiveram presentes pela diretoria executiva do PSINDMG Sidnelly Almeida e Lourdes Machado — que também ocupa a presidência do Conselho Estadual de Saúde de Minas Gerais. A participação do sindicato reafirma seu compromisso histórico com a luta antimanicomial e com a defesa intransigente de políticas públicas que garantam dignidade, cuidado territorial e desinstitucionalização.

A reunião marcou um importante passo no debate sobre a desinstitucionalização de pessoas com transtorno mental que permanecem encarceradas em hospitais de custódia no sistema prisional. A atividade contou com a presença da Desembargadora Márcia Milanez e com palestra do Juiz Afrânio Fonseca Nardy, promovendo reflexões qualificadas sobre os desafios e as responsabilidades do sistema de justiça na efetivação da política antimanicomial.

O encontro reuniu representantes de diversos municípios, integrantes da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e movimentos sociais, fortalecendo o diálogo interinstitucional sobre as perspectivas de implementação da Resolução 487/2023 no âmbito do sistema jurídico e da segurança pública.

Ao longo de 2025, o PSINDMG também participou ativamente da construção no âmbito do Comitê Estadual Interinstitucional de Monitoramento da Política Antimanicomial (CEIMPA), na representação do CEAS-MG, contribuindo para o avanço de estratégias que consolidem a política antimanicomial em Minas Gerais.

O PSINDMG segue comprometido com a defesa da vida em liberdade, com o fortalecimento da Reforma Psiquiátrica e com a construção de uma sociedade sem manicômios.


Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *