A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) é uma conquista do povo brasileiro. É o Sistema Único de Saúde (SUS) de portas abertas, territorializado e humano. Mas hoje, ela corre perigo.
Estamos assistindo ao ressurgimento de modelos de atendimento que nos remetem aos períodos mais sombrios da nossa história: o modelo asilar.
O Retrocesso das “Instituições Totais” ronda a nossa realidade. Como já denunciava Erving Goffman na década de 60, as instituições totais são terrenos férteis para a violação sistemática de direitos humanos. Sem participação popular, sem controle social e sem transparência, esses espaços isolam o sujeito em vez de libertá-lo.
O Sindicato dos Psicólogos de Minas Gerais (PSINDMG), por intermédio da 1a Secretária, Sidnelly Almeida, chama atenção para o adoecimento de quem cuida. “Não é apenas o usuário que sofre. O modelo asilar e a precarização do trabalho adoecem quem cuida.”
Violação de Direitos
Instituições fechadas impedem a psicologia ética, segundo ela e afeta a saúde mental do/psicólogo/a. “O aumento de assédios morais e a precarização das condições de trabalho foram gritos de alerta no Corepsi 2025 e no CNP”, alerta .
Outra questão preocupante é a qualidade técnica. “Que tipo de Psicologia estamos ofertando à população brasileira quando o próprio profissional está vulnerabilizado?”, indaga.
Nosso repúdio é nosso chamado
Repudiamos o atual posicionamento do Conselho Regional de Minas Gerais (CRP/MG). Exigimos a ampliação imediata do diálogo. A autarquia precisa ouvir:
A Categoria: Que sofre com a precarização e o assédio.
Os Movimentos Sociais: Nossos parceiros históricos na construção de uma sociedade justa e igualitária.
A Psicologia brasileira não aceita o silenciamento nem o retorno às grades.


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