O Sindicato dos Psicólogos de Minas Gerais (PSIND-MG) apresenta um estudo divulgado com base em pesquisa apresentada pela American Psychological Association, que chama atenção para os efeitos de longo prazo de comportamentos agressivos na adolescência.
O levantamento acompanhou jovens desde os 13 até os 30 anos e identificou que aqueles que apresentavam padrões frequentes de agressividade tendem a chegar à vida adulta com sinais de envelhecimento biológico mais acelerado e índice de massa corporal (IMC) mais elevado.
A pesquisa sugere que o impacto não está apenas em episódios isolados de agressividade, mas principalmente na manutenção de relações marcadas por conflitos ao longo da vida, seja com familiares, amigos ou parceiros. Esses padrões podem gerar estresse crônico, que acaba sendo registrado pelo organismo por meio de alterações em biomarcadores relacionados à inflamação, pressão arterial, glicemia e colesterol.
Embora os autores ressaltem que o estudo não comprova uma relação direta de causa e efeito, os resultados reforçam a importância de atenção à saúde emocional e à qualidade das relações desde a adolescência.
Para o PSIND-MG, o investimento em diálogo, apoio familiar e desenvolvimento de habilidades socioemocionais pode ser um fator importante não apenas para o bem-estar psicológico, mas também para a saúde física ao longo da vida.


Deixe um comentário