BURNOUT: a epidemia moderna que exige atenção à saúde mental dos trabalhadores

O Sindicato dos Psicólogos de Minas Gerais (PSIND-MG) alerta para o estresse crônico e a Síndrome de Burnout que têm se consolidado como um dos principais desafios da saúde mental no mundo do trabalho.

Reconhecido em 2022 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um fenômeno ocupacional, o burnout é caracterizado por exaustão extrema, distanciamento mental das atividades profissionais e sensação de ineficácia no trabalho.

O cenário se agravou no período pós-pandemia, quando mudanças nas rotinas, sobrecarga de tarefas e inseguranças ampliaram os impactos sobre a saúde dos trabalhadores.

No Brasil, os números chamam a atenção. Somente em 2024, mais de 470 mil brasileiros foram afastados do trabalho por transtornos mentais, evidenciando o crescimento preocupante de problemas relacionados ao estresse e à sobrecarga laboral.

Diferente do estresse cotidiano, o burnout está diretamente ligado ao ambiente de trabalho e surge quando o estresse crônico não é gerenciado adequadamente. Entre os principais sinais estão exaustão física e emocional intensa, dificuldade de concentração, sentimentos de fracasso e distanciamento das atividades profissionais. Quando não tratado, o quadro pode evoluir para problemas mais graves, como depressão, insônia, hipertensão e outras doenças físicas.

Diante desse cenário, o PSIND-MG reforça a importância de políticas públicas e institucionais voltadas à promoção da saúde mental no trabalho. Medidas como jornadas equilibradas, ambientes laborais mais saudáveis, reconhecimento profissional e acesso a acompanhamento psicológico são fundamentais para prevenir o burnout e garantir melhores condições de vida e trabalho para os profissionais. Cuidar da saúde mental é também defender a dignidade e a qualidade de vida no trabalho.


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